As coleções arqueológicas metálicas conformam um grupo de objetos, muitas vezes, altamente susceptíveis à deterioração, que demandam a implementação de rigorosas medidas de conservação preventiva e ou procedimentos específicos de conservação curativa, para assegurar a sua permanência no tempo. Essas coleções podem incluir uma grande diversidade de materiais, de variados formatos, tamanhos e funções, que podem ser de ouro, prata, cobre, chumbo, ferro, ou de ligas, como o bronze, latão, alpaca ou peltre. Os artefatos de ferro, devido à sua tendência a voltar ao estado mineral original, são extremamente instáveis, o que explica a sua rápida deterioração e a sua escassa representação nos museus. O Laboratório Multidisciplinar de Investigação Arqueológica da Universidade Federal de Pelotas (Brasil) vem desenvolvendo pesquisas, desde o ano de 2011, sobre a conservação de coleções arqueológicas metálicas. Um dos objetivos dessas pesquisas é o de fornecer às instituições de menor porte e aos colecionistas particulares, tratamentos alternativos para a estabilização de artefatos de ferro. Foram comparados 12 processos interventivos realizados numa coleção de objetos de ferro, dispostos em ambientes diferentes durante 27 meses. Dessa forma, foi possível também contrastar o resultado desses processos sob condições ambientais e de manipulação diferenciadas. Dentre os tratamentos realizados, destacou-se a imersão em parafina pela sua eficiência na estabilização dos objetos, somada a sua facilidade de operação e aos baixos custos dos insumos.