A Klebsiella pneumoniae (bactéria gram negativa e imóvel) é encontrada no trato intestinal de mamíferos. Quando ocorre um desequilíbrio as bactérias multiplicam-se intensamente, ocasionando doenças infecciosas. Portanto o objetivo deste artigo é correlacionar à prevalência dos isolados de animais, com a microbiota existente nas mãos dos proprietários, alertando sobre o risco da transmissão cruzada. Foram utilizados 114 cães para coleta de amostras, realizadas em diferentes sítios anatômicos e das mãos do proprietário, utilizando swabs estéreis umedecidos em 2 mL solução de salina tamponada (PBS) colocados em um tubo de ensaio. Posteriormente, 0,1 mL de cada diluição foram cultivadas nas placas de ágar MacConkey incubadas em condições de aerobiose à temperatura de 37°C por 24 horas. Em seguida foram realizadas provas bioquímicas e utilização de ágar cromogênico para triagem das amostras suspeitas de Klebisiella spp. Depois, foi realizada identificação por meio de espectrofotometria de massa. Foram coletadas, de 114 cães, 456 amostras de diversos sítios anatômicos entre animais e tutores. Das 456 amostras, 70 (15,35%) apresentaram características semelhantes às de Klebsiella spp após triagem em provas bioquímicas e no Chromagar. Em relação ao número de amostras, das 70 sugestivas de Klebsiella, 9 amostras (12,85 %) foram confirmadas. Com o presente estudo, foi confirmada a presença de Klebsiella pneumoniae em oito cães e em um tutor. E, ainda, constatou-se que mais estudos são necessários para desvendar a possibilidade de transmissão, assim como o mecanismo para que isso ocorra.