Artigo derivado da 'Tese de doutorado' de 'Larisse Helena Gomes Macêdo Barbosa' com orientação de 'Valdiney Veloso Gouveia, defendida em '2017 no programa de pós-graduação 'Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social' da 'Universidade Federal da Paraíba'.
RESUMOO presente artigo objetivou adaptar a Escala de Machismo Sexual para o contexto brasileiro, reunindo evidências de seus parâmetros psicométricos. Contou-se com uma amostra não probabilística de 219 universitários (Estudo 1) e 200 indivíduos (Estudo 2), com médias de idade semelhantes (M=21,6; DP=4,06; M=19,0, DP=5,20; respectivamente), sendo distribuídos igualmente em relação ao sexo no Estudo 1 e a maioria do sexo feminino no Estudo 2 (68,0%). Estes responderam a Escala de Machismo Sexual, a Escala de Sexismo Ambivalente e perguntas demográficas. Os estudos revelaram uma solução unifatorial, com indicadores de consistência interna satisfatórios (α=0,81 e α=0,76) e validade convergente confirmada por meio da correlação com o fator Sexismo Hostil e Sexismo Benévolo. Ademais, uma análise fatorial confirmatória corroborou tal dimensão preconizada. Conclui-se que essa medida se mostrou psicometricamente adequada para utilização no referido contexto. Palavras-chave: machismo; validade; consistência interna.
ABSTRACT -Sexual Machismo Scale: Psychometric Evidence in the Brazilian ContextThe current paper sought to adapt the Sexual Machismo Scale to the Brazilian context, gathering evidence of its psychometric parameters. Non-probabilistic samples of 235 undergraduate students (Study 1) and 200 individuals (Study 2), with similar mean ages (M=21.6; SD=4.06; M=19.0, SD=5.20; respectively), equally distributed by the sex in Study 1 and mostly female in Study 2 (68.0%) were used. Participants completed the Sexual Machismo Scale, the Ambivalent Sexism Scale and demographic questions. The studies showed a single-factor solution, presenting suitable indices of internal consistency (α=0.81 and α=0.76) and confirming the convergent validity through correlations with the hostile and benevolent sexism factors of the Ambivalent Sexism Scale. Additionally, a confirmatory factor analysis corroborated the previous solution. It was concluded that this measure seems to be psychometrically suitable for use in the context mentioned.