Existem, no mercado da construção civil, vários aditivos que servem para impermeabilizar as argamassas de revestimentos, porém, não se sabe, ao certo, se eles são realmente eficientes. No Brasil, ainda se faz muito uso do método tradicional de construções, por isso estudos nessa área ainda são válidos e necessários para garantirem um melhor conhecimento da área. Assim, o objetivo deste estudo foi verificar a eficiência de três diferentes aditivos impermeabilizantes quando associados à argamassa de revestimento e uma argamassa impermeável pronta com relação à absorção por capilaridade e se apresentam resultado dentro do previsto pela NBR 16072 que regulamenta os requisitos para argamassa impermeável. Para tanto, foram realizados ensaios de compressão, absorção de água por capilaridade, consistência, índice de vazios, massa específica e resistência, utilizando cinco argamassas, uma de referência, sem aditivo, outras três acrescidas de aditivos impermeabilizantes e uma última argamassa impermeável pronta. Verificou-se com esse trabalho que, ao adicionar os aditivos, a consistência das argamassas não sofreu grandes alterações. Em relação à resistência, duas argamassas (A e D) não atenderam aos requisitos da norma, a argamassa B não teve grandes alterações, já C apresentou um aumento na resistência. A ascensão capilar foi menor tanto na argamassa A quanto na C, de acordo com os ensaios de capilaridade e do cachimbo. As reduções das absorções por capilaridade das argamassas A e C foram de 28,6% e 26,4% quando comparadas com a argamassa de referência, enquanto as duas com menor desempenho, B e D, a redução foi de apenas 5,5% e 6,6%, respectivamente. No ensaio de absorção, índice de vazios e massa específica, A teve a maior absorção devido à incorporação de ar e as demais argamassas ficaram com os resultados próximos à de referência. Como resultado, infere-se com este estudo, que a argamassa impermeável pronta (A) teve a menor absorção de água por capilaridade, possivelmente devido à maior incorporação de ar, entretanto nenhuma das argamassas impermeabilizantes testadas atendeu aos requisitos da norma NBR 16072.
Os fenômenos de degradação das estruturas de concreto mais frequentes são, na maioria das vezes, ocasionados pela água como principal meio de transporte de substâncias agressivas. Dentro desse contexto, os aditivos cristalizantes contribuem para a durabilidade das construções a partir da formação de compostos cristalinos no interior dos poros e capilares do concreto, tornando-o impermeável à penetração de água e outras substâncias agressivas. Esse trabalho tem o objetivo de comparar o desempenho de quatro diferentes aditivos cristalizantes disponíveis no mercado brasileiro por meio de um estudo dos efeitos de cada um nas propriedades do concreto no estado fresco e endurecido. Para o desenvolvimento do estudo foi adotada uma metodologia experimental, que consistiu na execução de seis traços de concreto, sendo um traço sem aditivo para efeitos comparativos (traço piloto), quatro dosados com aditivo cristalizantes distintos e um traço complementar contendo adição de sílica ativa com a finalidade de comparar o efeito dessa adição nas propriedades do concreto em relação aos cristalizantes. De acordo com os resultados obtidos no estudo verificou-se que três dos aditivos testados reduziram a absorção capilar do concreto à água, porém com valores distintos de 88,2%, 59,1% e 42,9% em relação ao traço piloto. Em contrapartida, os resultados de resistência à compressão não indicam modificações significantes causadas pelo uso dos aditivos cristalizantes. Dentre os seis traços que compõem o estudo, a sílica ativa apresentou o melhor desempenho em termos de altura de ascensão capilar com redução de 35% quando comparada ao traço piloto, assim como na evolução da resistência à compressão, com um aumento de 24,1% na idade de 28 dias. Quanto às propriedades no estado fresco, observou-se que dois dos aditivos cristalizantes testados causaram efeitos de redução no abatimento do concreto, com diminuição de 50 mm em relação ao Traço Piloto. Com base nos resultados do estudo também foi possível concluir que, de modo geral, os aditivos cristalizantes testados apresentam desempenhos distintos e indicam a necessidade de se criar uma norma brasileira para estipular os requisitos mínimos de desempenho dos produtos comercializados no Brasil com função de cristalizantes
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