O artigo que apresentamos tem por finalidade discutir sobre o espaço na arte, com ênfase no espaço virtual, o espaço da pintura, que também se constitui como um espaço de cores. Este debate é construído a partir das concepções de formas simbólicas de Ernst Cassirer, e de formas significantes e espaço virtual de Susanne K. Langer. Com base nestes autores, parte-se do entendimento da arte como uma forma simbólica capaz de produzir representações de mundo e criar espacialidades artísticas, próprias do universo da pintura, mas produtos de uma mente tipicamente humana. Para tanto, tomamos como referência as obras “Memory of the Garden at Etten” [Memórias do Jardim de Etten] (1888) e “A Pair of Leather Clogs” (1889) [Um Par de Tamancos de Madeiras], ambas de Vincent van Gogh, da qual elaboramos um debate sobre estas formas simbólicas produzidas a partir das subjetividades da vida do artista, repleta de significados particulares, mas também produtoras de um universo simbólico muito específico, a saber, o espaço virtual. Para desenvolvermos este trabalho, as concepções de arte e de símbolo apoiadas em Suzanne K. Langer foram tomadas como nosso direcionamento teórico.