<p>O artigo se propõe a apresentar reflexão sobre o maior desastre ambiental do Brasil, ocorrido em Minas Gerais, em novembro de 2015, e as consequências trazidas ao povo Krenak, que possui ligação ancestral com o rio Doce, o maior dessa bacia fluvial. Toda a área foi altamente impactada pelo vazamento sem precedentes de rejeitos da mineração do ferro. O desastre aponta para mais um dos conflitos socioambientais diretamente vivenciados por indígenas que, mais das vezes, possuem conceitos próprios quanto ao desenvolvimento, mas sofrem os efeitos dos projetos econômicos dos quais são alijados. O objetivo do artigo é verificar se os conceitos indígenas a respeito de desenvolvimento colocam em xeque aqueles contidos em sociedades nacionais abrangentes, e se é possível uma modificação paradigmática quanto à ideia de desenvolvimento vigente nas sociedades majoritárias, a partir do pensamento indígena. A investigação parte do problema permanentemente avistado em países que possuem populações autóctones, as quais buscam manter seus modos de vida tradicionais, ao mesmo tempo em que são impactadas pelas políticas de desenvolvimento econômico, que não as levam em consideração na tomada de decisões. A ideia conclusiva do artigo é iniciar uma discussão quanto ao conceito de desenvolvimento para os indígenas, e o quanto ele se relaciona com aquele entendido como sendo o desenvolvimento sustentável, além de abordar a questão da responsabilidade das empresas pelos desastres ambientais e sua prevenção. O método utilizado foi o dedutivo para amparar pesquisa de cunho exploratório-bibliográfico.</p>
Introdução: O desenvolvimento do ser humano ocorre de forma integrada, envolvendo aspectos cognitivos, afetivos, sociais e motores, desde os primeiros dias de vida do bebê. A natação traz inúmeros benefícios associados ao desenvolvimento motor, cognitivo e social, que ultrapassam a técnica da natação. Diante do exposto, o objetivo dessa pesquisa foi analisar o impacto da estimulação aquática na afetividade e aspectos físicos de bebês de 0 a 3 anos. Metodologia: Para a construção do trabalho, foram utilizadas bibliografias nos idiomas português, espanhol e inglês, disponíveis em formatos de artigos, livros, monografias, teses e dissertações. A busca eletrônica por publicações científicas foi realizada nas plataformas Google Acadêmico, Scielo e Pub Med, utilizando as palavraschave bebês, desenvolvimento motor e natação. Resultados Os resultados encontrados nesta pesquisa reforçam a forte relação do meio líquido com uma melhor evolução global do indivíduo. Os benefícios vão além do físico, pois o cognitivo e o emocional são igualmente estimulados. Para que os benefícios físicos, afetivos e sociais sejam trabalhados, há a necessidade de um planejamento das aulas de acordo com as fases de desenvolvimento do bebê, assim como suas necessidades. Por isso a necessidade de um professor capacitado de modo a atender essa demanda, e desenvolver as potencialidades dos bebês. Além dos aspectos físicos, a afetividade é um fator importante dentro da estimulação aquática de forma a contribuir não só na interação com a água e consequentemente, melhoras motoras, mas também melhorar a relação social com outros bebês, com os pais e com os professores. Conclusão: A natação é uma atividade física eficaz, que contribui para o desenvolvimento motor dos bebês, estimulando o sistema neuromotor e cardiovascular, além de estimular os órgãos dos sentidos, a propriocepção e a consciência corporal. Além disso, permite aos bebês um novo ambiente para explorar, tornando assim, o processo de aprendizagem algo bem mais lúdico e prazeroso, de forma a aumentar a afetividade entre os bebês e os adultos envolvidos na prática. Ressalta-se a importância de as aulas serem conduzidas por um profissional capacitado para que possam surtir o efeito benéfico esperado (biopsicossocial), com segurança e de forma sistematizada. PALAVRAS-CHAVE:Bebês. Crianças. Desenvolvimento motor. Motricidade. Natação. 1. INTRODUÇÃO O ambiente aquático é um meio que possibilita uma diversidade de interações, seja com o próprio ambiente, com o meio social ou com o próprio corpo. Este é tido como o primeiro ambiente em que os humanos vivem, tendo como perspectiva o meio intrauterino (VELASCO; BERNINI, 2011, p. 15). Para Fernandes e Costa (2006, p. 2), a água é vista como uma dimensão que fornece ao indivíduo experiências e vivências diversificadas do ambiente terrestre, capaz de favorecer a percepção sensorial e a ação motora. Isso está relacionado com o fato de a água possuir propriedades físicas diferentes de outros ambientes, tais como densidade, equilíbrio, alteração da gravida...
O conceito de desenvolvimento sustentável consolidou-se em 1987, com o relatório Brundtland, e apesar dos vários desdobramentos teóricos trazidos até hoje, essa noção permanece não levando em conta o aporte empírico e científico dos povos indígenas. Ao produzirem os bens e serviços de que necessitam, vivendo suas próprias economias, os povos indígenas, e seus variados modos e meios de produção, são os que mais se aproximam do conceito de desenvolvimento sustentável. A sustentabilidade pressupõe a capacidade de não produzir danos ecológicos superiores à possibilidade de renovação dos recursos naturais. Coloca-se em xeque, no entanto, a noção de desenvolvimento nos moldes ocidentais, em relação às economias indígenas, as quais contemplam paradigmas endógenos, vinculados à cosmogonia e práticas culturais, entre outros elementos de distinção. Tais parâmetros são de difícil compreensão fora das sociedades indígenas, embora aproximem-se conceitualmente daquilo que se convencionou chamar de desenvolvimento sustentável. Incorporar a maneira de pensar dos povos indígenas pode trazer um ganho para as sociedades não indígenas, como o artigo se propõe a refletir. O presente texto é fruto da experiência e atuação profissional dos autores, assim como foi elaborado a partir de pesquisa bibliográfica e documental, com o objetivo de apresentar reflexão teórico-crítica acerca do tema do desenvolvimento.
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