Este artigo faz uma ligação entre a Linguística Aplicada e a Antropologia ao refletir sobre a experiência de assentamento no país de acolhimento como um trânsito do não-lugar ao lugar no contexto da Supermodernidade conforme elaborado pelo Antropólogo Marc Augé (1995). Partindo de uma reflexão teórico-conceitual, o artigo ilustra o conceito de não-lugar com uma experiência prática, argumentando que a migração causa o esvaziamento da individualidade do sujeito e a ansiedade da ausência de hipóteses de passado e futuro. Sem a conexão relacional e identitária com o país de assentamento – processo intensificado pela ausência da língua local – os migrantes continuam a vivenciar seu novo mundo como um não-lugar. Assim, partindo de uma revisão bibliográfica, o ensino de Português como Língua de Acolhimento (PLAc) no Brasil é entendido como uma ponte entre não-lugar e lugar, atuando como instrumento catalizador do processo de ressignificação do novo espaço habitado pelos migrantes.
A crescente demanda por soluções inovadoras aliadas às práticas de ensino e aprendizagem gera um aumento no uso de dispositivos móveis não apenas por parte dos alunos, mas também por professores em suas práticas pedagógicas. Este artigo busca traçar uma reflexão a partir da análise de relatos de práticas docentes de pesquisadores cujas experiências foram baseadas nas mais recentes teorias sobre aprendizagem móvel. Para tanto, foi realizado um levantamento bibliográfico de publicações recentes (entre 2013 e 2019) que abordam conceitos-chave dos debates sobre aprendizagem móvel conforme propostos no programa de conteúdo de aulas do Programa de Pós-graduação em Estudos Linguísticos da Universidade Federal de Minas Gerais (POSLIN/UFMG), no segundo semestre de 2020. Traçando um fio condutor que nos leva do operacional ao social, conclui-se que a aprendizagem móvel precisa ganhar mais atenção nos currículos de formação de professores, visando não somente ao reconhecimento das tecnologias e suas affordances mas, também, reflexões constantes sobre a postura do educador diante das novas tecnologias e das práticas (sociais) digitais por intermédio de dispositivos móveis.
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