A horticultura demanda alta produtividade, necessitando de qualidade e uniformidade inicial de suas mudas com implicação direta desde o seu desenvolvimento até o plantio definitivo. Entre as espécies hortícolas, destaca-se a couve-flor que apresenta forma e sabor característico, sendo muito consumida no país o ano inteiro. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a emergência de plântulas e a produção de mudas de couve-flor em diferentes substratos e regime de irrigação. O experimento foi conduzido na estufa, em delineamento inteiramente casualizado, organizado em esquema fatorial 7x3 (sete composições de substratos: nas proporções volumétricas de 1:0:0; 0:1:0; 0:0:1; 1:1:1; 1:1:0; 1:0:1 e 0:1:1, com os substrato comercial Carolina Soil®, casca de arroz carbonizada e areia, respectivamente) e (três regimes de irrigações: 1; 2 e 3 vezes por dia, por trinta minutos cada, em sistema Deep Film Technique), com quatro repetições, sendo cada unidade experimental composta por oito sementes/plântulas. A semeadura ocorreu em bandejas plásticas alveoladas de 204 alvéolos, com irrigação diária nos regimes hídricos supracitados. As contagens das plântulas emergidas ocorreram diariamente até aos 21 dias após a semeadura (DAS). Avaliaram-se, nesta ocasião, o índice de velocidade, o tempo médio, a velocidade média e a frequência de emergência, aos 37 DAS, foram avaliados a altura da parte aérea, o comprimento radicular, o número de folhas e a estabilidade do torrão. Verificou-se que a interação entre as composições de substratos e os regimes de irrigação promoveram boas condições para a emergência de plântulas, bem como para a formação de mudas de couve-flor. Recomendando-se as composições de substratos 1:0:0 e 1:1:0, entre duas a três irrigações de trinta minutos cada, em sistema Deep Film Technique.